Dreams

domingo, 2 de setembro de 2012

Um sopro de vento ♥

Estou deitada a ver a água a chapinhar nas bordas da piscina, sinto-me leve, sinto o sol a bater nas minhas costas e as pequenas últimas gotas de água que ainda me percorrem a escorrer e a secar. Sinto umas festas suaves nas costas, beijos que as preenchem. Lá estás tu a meu lado, a sorrir, a brincar, levanto-me de repente e começo a fazer-te cócegas, tu atacas-me com as tuas e começamos a rir-nos os dois em uníssono.   E sempre foi assim, nada nem nenhuma brincadeira mudou desde que começamos a namorar. O sentimento engrandece a cada segundo que passa. De repente, já adormecemos e de um momento para o outro saltando os sonhos, acordo com o teu beijo suave, delicado, viro-me para o outro lado  não consigo abrir bem os olhos mas retribuo-te todos os beijos do mundo. Dias e dias assim, o paraíso do qual nos recordamos, do qual já temos saudades, o qual ansiamos. Gravamos todos os momentos na nossa memória, no nosso coração que é um só e para quando ao tentarmos lembrar de certos momentos a imagem estiver desvanecida e pouco nítida é só pegarmos na nossa "menina" e vermos a rir todas aquelas fotografias! Contudo, nada das nossas memórias esvoaçara porque tudo cabe nos nossos corações, no coração!

P.S.: Amo-te, amo-te amo-te!





segunda-feira, 9 de abril de 2012

3. Fatal notificação


Hoje não navegamos para um dia ou uma noite em concreto, hoje voamos no cimo de três meses sendo eles: Janeiro, Fevereiro e Março. E ao esvoaçarmos sobre eles, retemos paisagens, ou seja, momentos magníficos que têm um papel muito importante no meu coração. E há tanto para dizer e tudo é bonito visto de dentro deste avião, então aceleramos, damos uma volta, mais outra para tentarmos captar as paisagens mais bonitas e de cada volta que damos, encontramos novos pormenores espantosos. Então, voltamos ao ponto de partida, ao nosso aeroporto, estamos então na primeira semana de Janeiro a mergulhar nos lagos e cascatas do mundo da Internet, a postar fotografias, a falar sobre o que aconteceu ou não, quando de repente, recebo uma notificação. E essa notificação, embora só por ela não tenha qualquer tipo de interesse por ser tão igual às outras, tão impessoal como o habitual mas que ninguém saberia que iria mudar uma vida já marcada e cheia de esperança que este novo ano trouxesse bons auspícios. Dessa tal, -chamemos-lhe fatal notificação - surge uma conversa agradável sobre o mundo da escrita e o prazer que eu e essa pessoa – a que fez surgir na minha rede social a tal falada fatal notificação – partilhamos. Quando me diz que tem um blog, eu vou vê-lo e desde logo a música me fascina, não o leio no seu todo mas admiro a sinceridade que transparece nos seus textos. E incentiva-me para fazer também eu um blog em que, publicasse alguns dos meus textos e é a primeira pessoa (já que outras me tinham falado sobre isso e eu reagia sempre de uma maneira indiferente) que me convence a fazê-lo. Escrevo o meu primeiro texto, envio-o para ele o ler e ele admira a minha escrita. Então crio este blog, posto uma imagem e seguidamente o texto enviado. No dia seguinte, encontramo-nos a seguir a uma aula e ele auxilia-me no design do blog. E a seguir a esse dia que posso eu dizer mais, que vocês já não tenham percebido? A fatal notificação é desse menino que me intrigava desde o início o tal tristinho que me disse “o * parolo veio à cidade” e cuja frase nunca esqueci e tal enigma dos nossos sorrisos nunca tinha sido desvendada. Desde esse dia, 5 de Janeiro, data que nunca me irei esquecer, até hoje nunca deixamos de falar. Ele tornou-se companhia diária, um conforto, um apoio e uma pessoa importante na minha vida. Uma pessoa que aos poucos e poucos se foi tornando rotina. Nem foi preciso dizer-me que havia algo por detrás daquela capa que eu desde o início prometi a mim mesma desvendar esse mistério e transformar as feridas provocadas por essa mágoa em cicatrizes saradas. Fui desvendando aos poucos os retalhos do seu coração, despertando-lhe um novo amor à vida e uma nova força de viver. Ele provocou-me um sorriso na cara todos os dias, um olhar mais fascinante e uma alegria provocada pelas nossas brincadeiras. Quem nos via já pensava que ia dar em algo, as nossas brincadeiras contagiavam e faziam-se notar num ambiente mais calmo e severo. E que posso eu dizer mais do que já disse, do que já se está a tornar óbvio? Contudo, chega o dia em que ele, o C, me revela que gosta de mim e que eu sou a rapariga de que fala nos seus poemas no blog. Eu sinto um impacto no meu corpo, o bater forte do coração, o espanto por saber e uma certa alegria por ser eu. Não sei que dizer, não sei o que sinto e tudo o que eu pensava e achava que devia fazer antes de prosseguir se esvai e se transforma em nada. Mas não o quero iludir, não quero magoar o coração que regenerei com a minha dedicação e amizade, fico apreensiva e digo “não sei”. E este “não sei” dito com todas a incerteza característica da palavra, foi tida para ele como um sinal de esperança. E felizmente nada em nós mudou, nada se transformou, continuamos amigos, com as nossas brincadeiras. Até que chega um dia em que tudo muda, o mundo se afigura de novas formas e eu digo um “se” na esperança de que ele entenda que esse “se” para mim é “sim” e que é tudo o que eu quero nesse momento. Ele não capta à primeira, então sou mais concreta, aí ele sorri. Nunca tinha visto um sorriso tão sincero, um olhar tão radiante a explodir alegria como o dele. E para mim bastou-me isso, fez-me ter a certeza do que sentia e de que era com ele que queria estar. C: Queria, estou e estarei sempre contigo porque és o meu mar e nas tuas ondas irei sempre mergulhar sem nunca te magoar. E agora encontrei a felicidade há muito procurada e tu és a razão dela, estarei sempre aqui para o desabafo mais ridículo, para a brincadeira mais parva, não importa para o quê mas sim por ti.

Lembram-se do tão esperado amor que eu ansiava que este novo ano (o presente 2012) me trouxesse? Ele aqui está a omeu lado, surgiu-me de repente, tornou-se importante e essencial sem eu sequer dar conta. Por isso, não cruzes os braços, não chores em vão por quem não te merece porque se os teus olhos estiverem ocupados a chorar nunca irás encontrar o teu amor.


domingo, 8 de abril de 2012

2. Neve gelada

Fazemos uma viagem no tempo e paramos no dia 31 de Dezembro, véspera de ano novo e nele a esperança que uma nova vida comece e que tudo seja diferente. Todos estes sentimentos incentivados pelo filme “Ano Novo, Vida Nova”. Dia atarefado, dia de reflexões, dia de festa e de alegria. O dia das 12 passas. Uma correria nos preparativos, nas empadas para fazer, no champanhe por comprar, na tontice do maninho que nem as horas sabe para o começo do evento, o penteado para ir fazer ao cabeleireiro. Já era tão tarde e tudo se atrapalhava. Já finalmente pronta e angustiada pelas mil e uma mensagens a dizer “vem, vem. Já está tudo pronto.” lá chego eu à Quinta do maninho e me junto com a sua família. Entretanto, chega a malta toda, o pessoal do costume, da diversão, da estupidez e da parvoíce ao rubro. Decidimos ir para ao pé da piscina tirar fotografias para mais tarde fazerem parte das nossas memórias. Tiramos fotografias em todo o lado, piscina, casa de banho, quarto, sala, com as poses mais bonitas e mais parvas. Mesmo depois da (passemos a chamar) sessão fotográfica ainda falta muito para a meia-noite. Então, sento-me num canto, viajo para um mundo paralelo, para uma floresta deserta e gelada, sento-me ao pé dum pinheiro, mergulho e perco-me nos meus pensamentos. Reflito sobre as vivências desse ano, no que queria manter, no que ia mudar, de saber que tinha esquecido mas ainda não tinha agido e que estava na altura de o fazer. Revejo os momentos mais especiais, guardo os mais tristes numa caixinha e enterro-a na neve gelada ao pé do pinheiro. Recordo as pessoas marcantes e importantes que me apoiaram em tudo, relembro as novas amizades formadas na faculdade e espero que o ano 2012 valha a pena e que nele venha um grande amor. Era algo mesmo que gostava, pelo amor, pela partilha contudo ninguém nem das antigas amizades nem dos novos conhecimentos da faculdade me fazia bater o coração. Já conhecia quem eu queria do meu curso, nenhum rapaz era assim especial para mim, havia uns amigos mas nada mais. E, de repente, lembro-me de um que me intrigava, que tinha conhecido no primeiro dia de aulas, um rapaz metido consigo, tristinho e recordo-me das suas palavras “o * veio à cidade” e ao relembrar essa frase sorri sem dar conta. Eu queria desvendar o mistério por detrás do rapaz mas também nunca mais tinha falado com ele desde esse dia e quando nos cruzávamos era sempre intrigante o riso tímido dos dois. Esqueço-me disto e volto outra vez a mergulhar em pensamentos mais recônditos. Levanto-me, sacudo a neve que percorria o meu corpo, viro à direita e regresso ao canto onde me tinha sentado. Olho em redor, vejo tudo alegre e decido então juntar-me novamente a eles. Começamos a falar, a recordar momentos e situações hilariantes das quais fazíamos parte, rimo-nos, bebemos, dançamos, cantamos. Juntamo-nos em parte no andar de cima, no quarto a desabafar, a relembrar, a brincar uns com os outros. E houve quem nesse quarto subisse à janela, se sentasse no telhado e sentisse o vento a navegar na sua cara. E, entretanto, com tanta euforia e brincadeira, já era quase meia-noite e o alarido instalara-se em toda a quinta, a procura das passas e dos champanhes, a correria para o ar livre e finalmente a celebração, os gritos e o pedido dos desejos às passas e às estrelas. Olhei para a Lua e pedi afincadamente o que gostaria de ter se o merecesse. Após esse ritual, voltamos para o quentinho duma das casas e a diversão continuou. Foi uma noite e tanto até que esta acabou e com ela a esperança de muitas mais iguais a esta e de um ano promissor.

sábado, 7 de abril de 2012

1. O piscar das luzes




E chegou a minha vez de escrever a minha história. Estamos algures em Dezembro, numa das suas noites características juntinhos à janela a observar as lágrimas que o frio faz escorrer pela janela. Ao fundo vejo as luzinhas da árvore de Natal a piscar, a chamarem por mim, eu sou levada pela força delas. Sento-me à sua frente, vejo as estrelinhas, as bolas, os fios de luzes que percorriam de cima a baixo a árvore e no topo a grande estrela. Por baixo da árvore, o presépio bonito reluzente sem grande coloração mas tão grandioso e poderoso. E a música não parava na minha cabeça: “all I want for christmas it’s you”, nem eu podia explicar o porquê de tal música estar constantemente a percorrer nas artérias do meu coração. Toda a época natalícia me estava a trazer lembranças e eu flutuava nelas, ficando nostálgica. Eu queria sentir-me envolvida nos braços de alguém, eu queria ser amada, sentida. Queria que alguém me desse mais razões para viver, me segurasse na mão e não mais a largasse, alguém que me fizesse sorrir, rir e chorar de tanto rir ou de palavras bonitas que me dizia. Eu queria um amor que valesse a pena que me fizesse regenerar o coração e deixar de ter certos medos. Eu não sou uma pessoa de confessar o que sofro ou não, não digo aos sete ventos nem espalho pelo mundo da internet o que me magoa e fragiliza. Quem sente e desabafa para si mesmo sofre mais porque quem o divulga não sente assim tanto já que nem sequer teria coragem de o contar aos outros tal era a mágoa. Por isso eu não acredito muito na mágoa escrita ou dita publicamente. Eu não tinha saudades de alguém em concreto apenas queria poder partilhar o meu mundo, as minhas ambições, os meus momentos com alguém que me fascinasse e amasse. Fazer das minhas recordações as nossas recordações, fazer de um eu um nós, tornar um “se” ou um “mas” num “sempre” e transformar esta minha nostalgia numa alegria. Eu já não amava o F desde um pouco antes do nosso fim porque as nossas ambições nunca foram partilhadas, os interesses nunca foram idênticos, a maneira de ver o mundo opostas e o que nos unia era apenas a esperança e a ideia de construir um futuro só nosso. Por mais que continuássemos a tentar, as nossas diferenças iriam sempre colidir e não haveria nenhum “para sempre” reservado para nós. Contudo, eu também não conhecia ninguém que me marcasse e despertasse interesse de uma forma amorosa. Claro que tinha conhecido nestes últimos três meses, novas pessoas na faculdade e que essas foram marcantes e pessoas super simpáticas mas nenhuma me despertava particular atenção. Por isso, tinha sempre uma esperança: de que houvesse um rapaz aí algures que ansiosamente esperava por mim tal como eu por ele e que sabe-se lá, esse não seria o F, mudado e determinado em partilhar os mesmos interesses. Achava também que não seguiria em frente sem o ver pela última vez, sem que houvesse um adeus mental não físico evidentemente pois não tenciona falar com ele. Pensava que isso era necessário para me regenerar e voltar a apaixonar. Eu não tinha traumas como a maior parte das pessoas pois tinha a capacidade de ser forte e de os ter transformado em vivências. Acho que muitos dos problemas das pessoas é não ter essa capacidade e gostar tanto de se fazer de vítima que não se esforça para os transformar. Deixo-me de reflexões, levanto-me, sigo as luzes que me tinham guiado até aqui, vou para o meu quarto e acabo por adormecer deitada na cama ainda feita.


terça-feira, 6 de março de 2012

Só de ti..

E descobri outro video :



Quando queres ser feliz mas o teu passado te persegue?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Mais outro ..

E aqui está mais outro, antigo e escrito durante uma conferência com o famoso e brilhante escritor Richard Zimler.. 


Porque também gostava de escrever um livro...
Era já de noite, estava um frio de fazer gelar qualquer um, mas eu caminhava em frente. Nada me fazia parar e desistir daquele sonho, tinha de seguir em frente e o truque era nunca parar, nem sequer pensar no caminho para o atingir, não deixar espaço para uma dúvida ou para uma hesitação. Dúvidas e hesitações faziam já parte de mim. Não olhar para nenhum lado e pensar apenas no presente, sem nunca querer ser algo mais do que sou agora, apenas ser quem sou e mostrar o meu “eu” a toda a gente sem nunca recear.




terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Texto antigo..

Estava a procurar um certo documento no computador e descubro nos seus confins, este pequeno textinho bem antigo e então decidi "aqui está um novo post!":

Às vezes por mistérios que desconhecemos, deixamos de falar com alguém. Noutras vezes, temos perfeita noção porque o deixámos de fazer. Quando conhecemos alguém que se torna importante e que, por qualquer motivo não está perto de nós, fazemos promessas de que nunca nos iremos esquecer delas mesmo quando sabemos que isso acabará por acontecer. Além dessa promessa, fazemos outras em que dizemos que todos os dias iremos falar com elas e de facto, durante um tempo cumprimos o prometido. Contudo, chega a uma altura que a rotina se apodera de nós, temos mil e uma coisas em que pensar, que fazer. E essa pessoa aos poucos é esquecida, posta de lado, embora continuemos a recordá-la. Porque para alguém se tornar rotina, tem de ser de facto muito importante e estar perto de nós, só isso a tornará memorável e inesquecível.
Só isso os tornou nisto